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- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 2009-12-22 | [Text in der Originalsprache: portugues] | VINHOS MULTICOLORES Antonio Carlos Duques – 08.04.08 Alguém disse que o silencio é abstrato?! O silencio da Menina é como um nó terminal, Poesia transmutada em peça de armazém, Muro ininterrupto de ânsias sem liberdade. Que parentesco tenho com tantos muros ao redor? Com tantas bocas sedentas de vômitos sem rumo?! Nem antes, nem depois, não há palavras, Nem portas, nem janelas, não guardo mais a mim. Medos e desânimos, tóxicos de músculos exaustos, Quedo-me abismado a buscar infâncias em cadáveres, Nada humano, feras apascentando lirismos, Sou como uma letra em papel vazio. Cozinhar calmamente o silêncio em lágrimas quentes, Evocar os metais do suor, do sangue, do sêmen, Renascer do espanto mudo, colhendo rastros de sementes, Vinhos multicolores dar-me-ão caminhos!
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